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  • Francielle Pivetta

O caminho para a aceitação da doença

Atualizado: Mai 6

Existe um caminho que pode lhe ajudar a passar pelo processo de aceitação da doença, nem sempre é o mais fácil, mas é com certeza um ótimo caminho.




Quando se fala de cuidar da saúde na minha cabeça vem a palavra amor próprio e autocuidado. Se posso afirmar com toda a certeza é que nessa minha jornada eu precisei aprender muito, mas muito mesmo o sentido real da palavra autocuidado.

Cresci me cobrando demasiadamente, quando tomei consciência de algumas coisas em relação a doença, vida, amigos e por aí vai, tomei raiva de muitas coisas e vivia entre a busca de trabalhar tudo isso e a aceitação já que me sentia muito insatisfeita.

Buscava aceitar a doença a qualquer custo mas só anos depois que entendi que para passar pelo processo de aceitação de algo na sua vida, você precisa passar pela jornada de aprender a se amar com força e com vontade, para só assim aceitar um episódio doloroso.

A aceitação só veio fortemente quando comecei a caminhar em direção a construção do meu amor próprio, quando comecei a me aceitar como sou, comecei a me entender, a me acolher e aí quando finalmente comecei a me amar e me aceitar, comecei a entender e aceitar a situação que me ocorreu com 3 anos de idade. Mas também aprendi algo que me chocou e talvez isso te choque também.

PRE-PA-RA!!!

Eu aprendi que a doença é uma questão de escolha!

E aí a pessoa pode pensar p** da vida, como assim escolha? Eu não escolhi essa doença! Pois é, eu pensei a mesma coisa que você por anos e por isso vivi tanto em negação.

Mas deixa eu te contar uma coisa, quando se entende a doença através de uma visão holística e fora apenas do contexto fixo da medicina tradicional ocidental, sabe-se que as doenças são manifestações de conflitos internos, que toda doença vêm como um aviso para olharmos para algo que estamos nos desapercebendo inconscientemente. E quando todo conflito e sofrimento interno que nos acomete intensamente e escolhemos ignorá-lo, a doença vem, seja de uma forma leve ou seja de uma forma tão forte e arrebatadora para nos acordar ou como forma de trazer um olhar para você e toda a situação conflitante.

Li vários livros, passei por formações, estudei e estudo a mente humana e quanto mais estudo e conheço mais eu compreendo que sim, que podemos escolher cuidar da gente, cuidar de nós em vários aspectos ou podemos deixar tudo isso de lado, viver no automático, viver como quem está nem aí pra nossa própria vida e saúde e continuar manifestando sintomas que fingimos que nem sabemos porque ela apareceu, apenas seguindo tomando remédios para remediar a situação. Forte né? Aqui é papo de gente grande e mente aberta rs.

**Fazendo apenas um adendo nesse post: preciso deixar claro que é momento nenhum digo que a medicina tradicional está errada, muito menos que não devemos recorrer as suas maravilhas. Muito pelo contrário, sou grata e reconheço fortemente sua necessidade, porque é exatamente ela que se torna parte das escolhas e decisões que iremos tomar a partir do momento que temos consciência de tudo isso que estou citando nesse post. Logo, ela é de extrema importância para aqueles que entenderam que somos mais que um corpo solto ou uma doença ambulante.

Voltando...

Estou lendo um livro chamado ‘’A doença como caminho’’ e uma parte que achei interessante que ele cita é que as doenças tornam as pessoas honestas e a forma e o local onde ela se manifesta trás exatamente essa perspectiva de honestidade diante da dor.


Quando ficamos doentes somos obrigados a admitir coisas internas que antes não admitiríamos, porque somos obrigados a olhar pra aquela parte do corpo e a processar tudo aquilo, logo quando comunicamos como nos sentimos e a maneira como nos sentimos, esses sintomas nos trazem uma honestidade daquilo que estava nos incomodando mas que foi ignorado. E tudo isso faz sentido quando analisamos as doenças, sua ligação com as emoções, a conexão corpo e mente, a bioquímica liberada no nosso organismo quando estamos sob intenso estresse. Entender isso foi um divisor de águas.

Para mim foi ficando cada vez mais claro o quanto que toda vez que eu me abandonava, ignorava o meu sofrimento emocional e deixava de trabalhar aspectos internos o quanto eu sentia doer no corpo além da mente. Você já se sentiu assim? Você já se sentiu maltratando a si mesma ou se punindo? Já tive um período na vida que percebia que dizia ‘’sim’’ quando queria dizer ‘’não’’ e imediatamente o corpo doía, ele doía de dor e eu sabia que estava me punindo por não dizer aquilo que queria, por não me defender, por algumas vezes escolher não me proteger.

Por isso sempre pontuo que antes que querer aceitar a doença, você precisa começar a se aceitar, aceitar quem você é, que você é digno de amor e de cuidados, que você merece uma saúde boa, acreditando, se perdoando. Você precisa começa a se escolher, começar a escolher cuidar de você, escolher caminhar com saúde, pedir ajuda e ir fazendo os ajustes necessários na sua vida que te ajude a tomar boas decisões levando em conta o amor que você precisa desenvolver em você e a boa relação com você mesma.

Vivendo dessa maneira, escolhendo viver na saúde, escolhendo se cuidar e se amar, você entende que a doença começa a fazer parte de uma jornada de evolução e de autocuidado e amor próprio, ou seja ela não é o fim, ela é parte do caminho e da sua jornada na vida.

· Livro citado: A doença como caminho de Thorwald Dethlefsen e Rüdiger Dahlke

Xêro

Francielle Pivetta

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