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  • Francielle Pivetta

A inconformidade como auxílio na saúde


Uma coisa que gostaria de dividir com você querido leitor, diz respeito a uma parte da minha personalidade que particularmente eu amo e que foi e ainda é super importante para o meu crescimento como ser humano, que é: não me conformar com as coisas que não estão boas para mim.


Não estou aqui para me gabar, mas acredito que essa característica que possuo é essencial para o crescimento do ser humano e ela me trouxe tantos aprendizados que fico indignada como a inconformidade muitas vezes é esquecida ou distorcida como apenas um ato de teimosia e rebeldia barata. Mas quero trazer a perspectiva de que ela pode ser desenvolvida e quando bem aproveitada, pode contribuir para o seu processo de crescimento na vida e principalmente na saúde.


Para trazer um entendimento de como isso acontece na minha vida, darei como exemplo um problema simples que tive recentemente. Eu me deparei com um problema relacionado ao meu celular, pois estou tendo dificuldade de descarregar as fotos do álbum do celular e colocar em uma outra pasta no HD externo. Realmente é algo que tem me incomodado muito, pois o celular tem ficado cheio, tem perdido sua capacidade de armazenamento o que interfere no bom funcionamento como um todo. Então, tentei várias maneiras diferentes de solucionar esse problema, solicitei por ajuda e nada; chegou um momento que fiquei extremamente chateada com a situação porque eu não conseguia resolver o problema, ele estava afetando meu trabalho e a ajuda de fora só ficava falando repetidamente que não sabia o que fazer, para eu tentar resolver de uma maneira meia boca; que por sinal não estava funcionado, mas sempre com apego ao problema, até que comecei a ficar inconformadíssima, estarrecida e extremamente irritada.


Afinal de contas, como aceitar que investi dinheiro em aparelhos que não resolve um problema bastante simples? Era apenas tirar as fotos da galeria e passar para um pasta externa. Então resolvi ir atrás, ler, pesquisar na internet, ver suporte e fui fazendo vários movimentos para entender o que estava acontecendo e saber quais as possíveis soluções para tudo isso. Até que achei!! Sim achei a solução, entendi o problema, busquei ajuda necessária, meios e informações e caminhei em direção a solução. Ok, agora vamos lá fazer um paralelo com nossa saúde e com nossa vida.


Quando se descobre portar uma doença autoimune, o sentimento de negação é muito grande e por nos negarmos a viver daquela maneira debilitante, buscamos ajuda e orientação de um profissional, muitas vezes submetendo-se a vários profissionais, exames e remédios. Começa então uma busca incessante como forma de entender sobre o problema, sobre a doença, para tentar cuidar daquele incômodo. Então a princípio, a pessoa estava incomodada, inconformada com aquela situação e diagnóstico dado. Mas, existe um outro ponto, onde a inconformidade direcionada erroneamente não traga muitas soluções, e isso acontece porque a pessoa portadora de uma doença autoimune busca entender mais sobre o problema e a doença do que sobre as possíveis soluções. Ela acaba se tornando uma pessoa inconformada mas apegada ao problema, aos sintomas, e ao lado negativo.

Então, quando a inconformidade se torna algo importante? Quando você fica inconformada com o pouco de soluções que lhe são apresentadas a respeito da sua saúde, quando você não aceita informações básicas rasas, passadas a todos que portam aquela doença como se todo mundo fosse uma pessoa só, quando você busca aquilo que é bom e se encaixa para você.

A inconformidade é importante quando ela vem com o não aceitar ouvir aquela frase que deixa muitas pessoas tristes e desanimadas : Você vai ter que viver a vida inteira com essa doença, mas é totalmente possível viver bem tomando os remédios certinhos até só Deus sabe quando. Eu odiava ouvir essa frase e jamais aceitava esse tipo de pensamento, como se minha vida estivesse fadada a ser só crises, remédios e limitações. Sabe o que eu fazia? Buscava focar nas soluções, quais outras opções eu tenho? Quem já passou por isso e conseguiu um caminho diferente? Quais os profissionais que podem me ajudar nesse sentido? O que eu preciso fazer? O que devo mudar para ter um tipo de vida diferente? E eu ia atrás das soluções com o foco na minha saúde e vida.


Muitas pessoas acreditam que aceitar a doença, é se conformar em viver de uma maneira que elas não querem viver, porém, nunca pararam pra buscar o outro lado, mas simplesmente baixaram a cabeça e se conformaram com a situação e só deixam pra buscar soluções apenas para apagar o incêndio daquele momento. E seguem vivendo com pouco entusiasmo, em uma prisão mental, emocional e física da conformidade na doença.



Então quando me perguntam o que eu fiz, a resposta é simples: Eu não me conformei! Quando tinha bem claro qual tipo de vida que queria ter, como queria me sentir, viver e me alimentar percebi que me conformar com a doença me levava em um caminho oposto da saúde, e eu queria caminhar no outro lado ainda entendendo a fragilidade e humanidade do meu corpo.


Treine essa inconformidade bem direcionada, comece se permitindo pensar como você gostaria que fosse sua saúde, que tipo de medico você gostaria de ir, o que gostaria de comer, planeje o que precisa ser feito, vá atrás, sempre avaliando e colocando você e sua saúde como prioridades, por cuidado e amor por você e não por medo e desespero da doença. Fomos ensinados a baixar a cabeça e aceitar que as coisas são assim e pronto, mas eu não sou esse tipo de pessoa, se não está bom para mim então eu não me conformo, simples assim.


Um xêro,

Fran Pivetta.




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